Resumo La via Para El Futura de La Humanidad

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resumo de Edgard Morin
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No texto La via para el futura de la humanidad, Morin tenta claramente problematizar o vão existente entre os acontecimentos humanos e a consciência de seu significado, entre pensamento e ação. Essa distância, segundo ele, é fruto tanto da opressão, como da fragmentação do conhecimento. Logo no começo do primeiro capítulo, Morin afirma que a política é uma arte, sugerindo um novo tipo de política mais atenta às relações entre os seres humanos e menos interessada na opinião de peritos e especialistas. Nesse sentido, em que medida a interdisciplinaridade e o pensamento complexo podem se articular com a formação de uma nova classe política? Em contrapartida, podemos nos questionar também em que medida os agentes do pensamento complexo e da interdisciplinaridade estão comprometidos com uma nova política? No diálogo com Gil Delannoi, Morin deixa a entender que um dos fatores para crise do marxismo no século XX e a fragmentação das esquerdas, seria a ausência de um pensamento ecológico. Entretanto, a dimensão ecológica proposta por Morin, envolve também uma nova organização das próprias ideias e não somente das articulações políticas. Ademais, Morin é enfático a respeito de como a reforma político-social e a reforma pessoal são sempre inseparáveis. Nessa problemática, questionamos: existe abertura na cultura e no pensamento da esquerda para uma nova organização de ideias? Existe a possibilidade de pensar em transformações individuais a partir do pensamento social marxista, tão repleto de determinismos sociais? No video As fronteiras do conhecimento - O caminho para o futuro da humanidade Morin aponta que os desdobramentos sociais, humanitários e ambientais levam a sociedade contemporânea a uma crise generalizada, muito mais do que a apenas crises econômicas. Apesar desse alerta catastrofista, pode-se entender a partir de sua fala uma certa esperança na transformação social: "mudar o caminho da humanidade é improvável, mas não é impossível". Em que instâncias podemos realçar os aspectos otimistas a respeito do futuro da humanidade na fala de Morin? E, nessa linha de raciocínio, qual a importância ética em nos mantermos minimamente otimistas (ainda que realistas) em relação às transformações da sociedade contemporânea?
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